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20 PORTA ESTREITA

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PORTA ESTREITA
"Porfiai por entrar pela porta estreita, porque eu vos digo que muitos procurarão
entrar, e não poderão." - Jesus. (LUCAS, 13:24.)
Antes da reencarnação necessária ao progresso, a alma estima na "porta estreita"
a sua oportunidade gloriosa nos círculos carnais.
Reconhece a necessidade do sofrimento purificador. Anseia pelo sacrifício que
redime. Exalta o obstáculo que ensina. Compreende a dificuldade que enriquece a mente e
não pede outra coisa que não seja a lição, nem espera senão a luz do entendimento que a
elevará nos caminhos infinitos da vida.
Obtém o vaso frágil de carne, em que se mergulha para o serviço de retificação e
aperfeiçoamento.
Reconquistando, porém, a oportunidade da existência terrestre, volta a procurar as
"portas largas" por onde transitam as multidões.
Fugindo à dificuldade, empenha-se pelo menor esforço.
Temendo o sacrifício, exige a vantagem pessoal. Longe de servir aos semelhantes,
reclama os serviços dos outros para si.
E, no sono doentio do passado, atravessa os campos de evolução, sem algo
realizar de útil, menosprezando os compromissos assumidos.
Em geral, quase todos os homens somente acordam quando a enfermidade lhes
requisita o corpo às transformações da morte.
"Ah! se fosse possível voltar!..." - pensam todos.
Com que aflição acariciam o desejo de tornar a viver no mundo, a fim de
aprenderem a humildade, a paciência e a fé!... com que transporte de júbilo se devotariam
então à felicidade dos outros! ...
Mas... é tarde. Rogaram a "porta estreita" e receberam-na, entretanto, recuaram no
instante do serviço justo. E porque se acomodaram muito bem nas "portas largas",
volvem a integrar as fileiras ansiosas daqueles que procuram entrar, de novo, e não
conseguem.


Chico Xavier /Emmanuel - Vinha de luz 

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