MARIA DOIDA |
"Doida! Maria Doida!" A meninada Persegue a pobre louca em longas filas. Cerrando as mãos nervosas e intranqüilas, Maria corre em fúria desgrenhada. Ah! minha irmã, que em sombra te aniquilas; Desditosa, sozinha, desprezada, Bebes, com sede e fome, na calçada, O pranto que te verte das pupilas!... Mas, à noite, Maria, enquanto dormes, Revês, de novo, as árvores enormes Do teu solar de luxo noutras eras... E agradeces, na palha seca e fria, A rude provação de cada dia, Como preço do júbilo que esperas! |
Pelo Espírito Casimiro Cunha - Do livro: Antologia dos Imortais, Médium: Francisco Cândido Xavier |
"- Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor!..." Maria Dolores Francisco Cândido Xavier Depois de muito tempo, sobre os quadros sombrios do calvário. Judas, cego no além, errava solitário... Era triste a paisagem, o céu era nevoento... Cansado de remorso e sofrimento, Sentara-se a chorar... Nisso, nobre mulher de planos superiores, Nimbada de celestes esplendores, Que ele não conseguia divisar, Chega e afaga a cabeça do infeliz. Em seguida, num tom de carinho profundo, Quase que em oração ela diz: - Meu filho, porque choras? Acaso não sabeis? – replica o interpelado, Claramente agressivo. Sou um morto e estou vivo. Matei-me e novamente estou de pé, Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé... Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor... A princípio, julguei poder fazê-lo rei, Mas apena...
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