EXCURSÃO CONFORTADORA |
Quantas vezes invocamos a luz nos círculos da fé religiosa! Despreocupados, aconselhamos amigos que a procurem e, em muitas ocasiões, inadvertidamente, receitamo-la para os irmãos que consideramos nas sombras. Através de conversações ociosas, indicamos criaturas que não a possuem e, sempre que tomamos a palavra em público, suplicamo-la para o mundo em altos brados. Em verdade, semelhante cooperação é oportuna e salutar, quando baseada na sinceridade e na reta intenção; todavia, freqüentemente olvidamos a palavra do Senhor que nos recomendou aproveitar as oportunidades da experiência humana, na iluminação de nós mesmos, através do devotamento ao próximo. O problema avultava em minhas cogitações. Os amigos nada me sugeriam, nada reclamavam. Amparavam-me sorridentes e felizes; no entanto, as irradiações brilhantes de que as faziam acompanhar constituíam silenciosa advertência. Eu não providenciara luz para mim mesmo. Conduzira muitos desencarnados à fonte sublime das claridades evangélicas, mas esquecera as próprias necessidades. Doutrinara muita gente ou pretendia haver doutrinado e, em todo o meu movimento verbal da pregação cristã, salientara o imperativo da luz para os corações humanos. Contudo, agora, que participava de uma sociedade espiritual, reconhecia a opacidade de minha alma. Mantinha-se-me o perispírito no mesmo aspecto em que se caracterizava na experiência física. Oh! Senhor, por que não fazemos bastante silêncio, dentro de nós para ouvir-te os ensinos, enquanto nos demoramos nos átrios do mundo? |
pelo Espírito Irmão Jacob - Do livro: Voltei, Médium: Francisco Cândido Xavier. |
"- Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor!..." Maria Dolores Francisco Cândido Xavier Depois de muito tempo, sobre os quadros sombrios do calvário. Judas, cego no além, errava solitário... Era triste a paisagem, o céu era nevoento... Cansado de remorso e sofrimento, Sentara-se a chorar... Nisso, nobre mulher de planos superiores, Nimbada de celestes esplendores, Que ele não conseguia divisar, Chega e afaga a cabeça do infeliz. Em seguida, num tom de carinho profundo, Quase que em oração ela diz: - Meu filho, porque choras? Acaso não sabeis? – replica o interpelado, Claramente agressivo. Sou um morto e estou vivo. Matei-me e novamente estou de pé, Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé... Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor... A princípio, julguei poder fazê-lo rei, Mas apena...
Comentários
Postar um comentário
Sejam bem vindos ao Mensagens Espíritas Blog, mais um lugar de paz na Internet. Que Deus os abençoe hoje e sempre.