O LIVRO DOS MÉDIUNS
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Muitos referiam-se à justiça... Mas apenas Moisés logrou expressá-la junto aos homens. Muitos sentiam a necessidade do amor por único recurso de sustentação da concórdia e da fraternidade entre as criaturas... Entretanto, somente Jesus consegui exemplificá-la na Terra. Qual ocorre no plano moral, assim tem acontecido se, pré em todos os distritos do progresso humano. Muitos registravam o impositivo de mais ampla divulgação da cultura... Contudo, só Guttemberg pôde articular os alicerces da imprensa. Muitos observavam que o mundo químico devia ter por base um elemento extremamente simples... Todavia, somente Cavendish chegou a descobrir o hidrogênio. Muitos reconheciam a possibilidade de isolar-se a faísca elétrica... No entanto, só Franklin levantou a pára-raios. Muitos pensavam na criação do transporte rápido... Mas apenas Stephenson desvelou a locomotiva. Muitos pressentiam a existência da gravitação... Entretanto, somente Newton granjeou enunciá-la. Muitos falavam em arquivo da voz... Contudo, só Edison corporificou o fonógrafo. Muitos suspeitavam da influência maléfica dos bacilos... Todavia, somente Pasteur instituiu a imunização. Muitos estudavam as ondas eletromagnéticas... No entanto só Marconi estabeleceu as comunicações sem-fio. Através de séculos, muitos admitiam o intercâmbio entre os homens na carne e os espíritos no Espaço... Contudo, somente Allan Kardec definiu a prática mediúnica inaugurando nova era para a vida mental da Humanidade. Glória, pois, a "O Livro dos Médiuns" que consubstancia o pensamento puro e original do Codificador sobre a mediunidade com Jesus. Estudêmo-lo. |
pelo Espírito André Luiz - Do livro: Opinião Espírita, Médium: Francisco Cândido Xavier. |
"- Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor!..." Maria Dolores Francisco Cândido Xavier Depois de muito tempo, sobre os quadros sombrios do calvário. Judas, cego no além, errava solitário... Era triste a paisagem, o céu era nevoento... Cansado de remorso e sofrimento, Sentara-se a chorar... Nisso, nobre mulher de planos superiores, Nimbada de celestes esplendores, Que ele não conseguia divisar, Chega e afaga a cabeça do infeliz. Em seguida, num tom de carinho profundo, Quase que em oração ela diz: - Meu filho, porque choras? Acaso não sabeis? – replica o interpelado, Claramente agressivo. Sou um morto e estou vivo. Matei-me e novamente estou de pé, Sem consolo, sem lar, sem amor e sem fé... Não ouvistes falar em Judas, o traidor? Sou eu que aniquilei a vida do Senhor... A princípio, julguei poder fazê-lo rei, Mas apena...
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